Eloá teve, infelizmente, sua última parada.
Mayara Benatti
Chegou ao fim, nessa sexta feira 17, o sequestro de Eloá. Fim literalmente. A estudante, após ter levado dois tiros: um na virilha e outro na cabeça, morreu de morte cerebral no hospital municipal do ABC paulista na madrugada de hoje.
Eloá fez sua última parada e a violência ganhou mais um "oscar".
A adolescente de 15 anos, jovem, bonita, conhecida de todos no bairro onde morava, teve o rumo de sua vida traçado e decidido por um ex-namorado. Mal sabia ela que o fim de um namoro de três anos com um rapaz trabalhador, sem vícios (ele apenas sequestra e mata), levaria ao fim de sua vida.
De uma tragédia nasce a esperança de outros. Os orgão de Eloá serão doados e , pelo menos, oito pessoas serão beneficiadas. É a morte ajudando a afastar outra. Poderia ser diferente.
O desfecho desse filme poderia ter sido outro, porém, não cabe a nós julgar o trabalho da polícia nesse momento. Eles podem ter errado, mas quem somos nós para dar palpite no trabalho que só eles sabem como exercer e proceder? As negociações demoraram? A volta da refém ao cativeiro foi absurda? Como nós agiriamos no lugar deles? Julgar de fora é fácil.
Na verdade o nosso papel, ao invés de julgar, é exigir cada vez mais a educação e zelar pelo nosso
lar, pela constituição de uma família com alicerces sólidos e construtivos, em meio ao amor, a atenção e o carinho que não nos desviem para o descontrole.
Eloá não resistiu. Está ai mais um caso bárbaro que premiou mais um capítulo da violência.
outubro 19, 2008
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2 comentários:
A violência está ganhando todos os lugares. Isso se já não ganhou...
Que essa pessoas que estão ganhando uma nova chance com a doação da família de Eloá saibam a situação em que elas foram salvas...
infelizmente essa é a realidade... o que não significa que devemos aceitá-la...
Ótimo textoo amiga!!
bjoo
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