

Afinadíssimo
Thiago F. Abreu
Em debate com alunos,na Pontifícia Universidade Católica do Rio, Walter Lima Jr. falou sobre seu novo filme,críticas,pirataria e polêmicas.Essa conversa de profissionais com os universitários é uma proposta da PUC para auxiliar os graduandos indecisos com a carreira.
Começou falando sobre seu novo filme em cartaz Os Desafinados. Uma produção independente, a Globo Filmes entrou no final do processo, que fala sobre o sentimento de amizade, o reconhecimento de fraternidade:
-Trata de um conjunto musical que tenta levar a face do país para fora. A música é quase um personagem.
A proposta não é passar ressentimento da época ditatorial, a que o filme retrata, mas falar que existiu. Falando sobre a crítica desabafou:
-No Brasil temos uma inércia crítica. Ou é ignorante, ou é indiferente à história como personagem.
Disse, ainda, que gosta da improvisação, dos atores se apropriando do roteiro para dar maior naturalidade ao filme.
Falando sobre sua trajetória disse ter iniciado assistindo a filmes, participando de cineclubes que foi importante, porque lá conheceu as pessoas com quem começaria o cinema novo no Brasil. Walter Jr. Iniciou o cinema novo com Menino de Engenho em 1965.
No mesmo dia ele estava inaugurando um cineclube nas dependências do Jardim Botânico com a proposta de criar um grupo que após os filmes discutisse. - Quero manter o cinema pulsando-Terminou ele.
Nos momentos finais o foco no seu novo filme foi mudado por perguntas dos alunos. Falou sobre como quem trabalha com cinema precisa saber se expressar por meio da imagem, porque esta é uma língua. Tocou em um ponto polêmico dizendo que para o Brasil garantir ingresso em festivais tem que ter violência nas produções. -As pessoas amam ver violência, mas esse não é o único cinema brasileiro. Há ótimos filmes, como Cinema, aspirina e urubus, que são mais reflexivos –Riu dizendo que adoraria ver seus filmes em camelôs respondendo sobre pirataria. No final contando sobre a boa aceitação do seu filme em outros países, disse que fora do Brasil não conseguiria fazer filme, referindo-se ao caráter publicitário das produções cinematográficas.
-Trata de um conjunto musical que tenta levar a face do país para fora. A música é quase um personagem.
A proposta não é passar ressentimento da época ditatorial, a que o filme retrata, mas falar que existiu. Falando sobre a crítica desabafou:
-No Brasil temos uma inércia crítica. Ou é ignorante, ou é indiferente à história como personagem.
Disse, ainda, que gosta da improvisação, dos atores se apropriando do roteiro para dar maior naturalidade ao filme.
Falando sobre sua trajetória disse ter iniciado assistindo a filmes, participando de cineclubes que foi importante, porque lá conheceu as pessoas com quem começaria o cinema novo no Brasil. Walter Jr. Iniciou o cinema novo com Menino de Engenho em 1965.
No mesmo dia ele estava inaugurando um cineclube nas dependências do Jardim Botânico com a proposta de criar um grupo que após os filmes discutisse. - Quero manter o cinema pulsando-Terminou ele.
Nos momentos finais o foco no seu novo filme foi mudado por perguntas dos alunos. Falou sobre como quem trabalha com cinema precisa saber se expressar por meio da imagem, porque esta é uma língua. Tocou em um ponto polêmico dizendo que para o Brasil garantir ingresso em festivais tem que ter violência nas produções. -As pessoas amam ver violência, mas esse não é o único cinema brasileiro. Há ótimos filmes, como Cinema, aspirina e urubus, que são mais reflexivos –Riu dizendo que adoraria ver seus filmes em camelôs respondendo sobre pirataria. No final contando sobre a boa aceitação do seu filme em outros países, disse que fora do Brasil não conseguiria fazer filme, referindo-se ao caráter publicitário das produções cinematográficas.
A inscrição para o Cineclube do Jardim está disponível neste link: http://www.jbrj.gov.br/cultura/formulario/emailgeral.htm
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