



Somos uma equipe de iniciantes em comunicação social.É bom esclarecer de uma vez,porque ser jornalista,como em qualquer outra profissão,é assumir uma responsabilidade.Pessoas visitarão nosso blog esperando perfeição,mentes brilhantes do jornalismo.A nossa responsabilidade como focas é o aperfeiçoamento,um processo.Então,erraremos com mais freqüência do que qualquer outro jornalista formado,corrigiremos e aprenderemos.A maior preocupação deve estar em ser justo e verdadeiro.






Mayara Benatti
Aonde vamos parar? Ou melhor, será que vamos chegar a algum lugar quando o assunto é a violência urbana? Essas são mais algumas perguntas que estão vagando pelo nosso repertório de questões.
Levanto esse tema após três situações: o seqüestro de uma adolescente de 15 anos pelo ex-namorado em São Paulo; a morte do diretor de Bangu 3 no Rio de Janeiro; e a postura das instâncias do poder municipal e estadual cariocas quanto ao avanço das favelas.
Toda vez que o tema violência é abordado, na cabeça de muitos brasileiros vem a célebre frase: “Pra isso não tem mais jeito”. Discutir o rumo que a nossa vida está tomando devido ao perigo, já se tornou clichê e banal. O que não poderia ocorrer.
Nunca é demais exigir e lutar pelo bem-estar e pela segurança. Fomos presenteados com o poder de viver e sabemos que ele tem prazo de validade, não somos seres imortais, mas não precisamos encurtar esse vencimento. Pelo contrário, devemos zelar por esse direito tão precioso e que já é curto por natureza.
Estamos deixando que essas notícias estampem os jornais, encarando-as como “mais um fato” e com desanimo, até o ponto em que essas notícias saiam dos jornais e estampem nossa família ou amigos próximos. O que antes era visto somente como um fato distante passa a ser um problemão, que incomoda e que precisa ser resolvido às pressas.
O seqüestro da adolescente pelo ex-namorado e a morte do diretor de Bangu 3, são exemplos de que algo está errado, há muito tempo, porque casos bem mais polêmicos e bárbaros já ocorreram e , mesmo assim, com protestos, passeatas pela paz, eles continuam ocorrendo.
O avanço das favelas e a postura negligente dos poderes dispensam comentários. De onde deveria estar vindo a maior parte dos exemplos e esforços, estamos presenciando o contrário. Para que conter o avanço das favelas se na justiça não terá resultado nenhum? É perda de tempo realmente. Como é perda de tempo investir pesadamente na educação, na formação de jovens marginalizados. Se não tem resultado a curto prazo desistimos. Somos acomodados e impacientes.
Não temos que esperar o problema bater em nossa porta para nos indignarmos. Não podemos viver pensando que não acontecerá com a gente. Nós não vivemos em uma redoma de vidro e nem somos avestruzes para colocar a cabeça no buraco e fingir que nada acontece que tudo é maravilhoso.

Metamorfoses ambulantes
Manuela Dunley
Temos várias personalidades dentro de nós, ninguém é totalmente bom ou mau, corajoso ou medroso, moderno ou antiquado, feliz ou triste.
Faça o teste. É um mestre na informática, sabe tudo de tecnologia, é ligado em todas as informações ao seu redor e usa um iphone, resumindo, a modernidade em pessoa, mas ainda
Envia flores para a namorada em seu aniversário, apresenta para a família, toda sexta-feira organiza um jantar à luz de velas, com direito a trilha sonora de Marisa Monte, é, um romântico nato, mas sempre dispensa um cinema a dois para ir tomar um choppinho com os amigos, deixa a coitada esperando acabar os exaustivos 90 minutos de jogo de futebol na TV aos domingos para saírem e esquece de ligar no dia que completaram 1 ano juntos, bem, cadê o 100% romântico?
Somos totalmente mutáveis, mudamos a cada dia, ninguém possui um rótulo. Isso pode passar a idéia de sermos falsos, duas caras, sem opinião formada, nada disso! Somos apenas humanos.
Temos a grande missão de administrar todos os nossos ‘‘eus’’ dentro de um só, mas convenhamos, nascer, viver e morrer do mesmo jeito, com os mesmos pensamentos não tem a mínima graça. Já dizia Raul Seixas, "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...

Foto: Editoria de arte do Globo Esporte ( http://globoesporte.globo.com/ )




