dezembro 24, 2008
Especial
Por Mayara Benatti
Fim de ano. Época de união, fraternidade, carinho. O mundo reveste-se de verde, vermelho e branco. O espírito de solidariedade fica mais evidente. É tempo de renovar nossos sentimentos, de comemorar com os familiares, de rever os acontecimentos do ano que está acabando. O saldo foi positivo? Não teve um ano muito bom? Perdeu pessoas queridas? Conquistou um emprego? Entrou na faculdade? Teve um filho? Fez uma viagem? Muitas coisas podem acontecer em um ano, mesmo tendo a sensação de que passa rápido, e realmente passa.
Algumas coisas não muito agradáveis ocorrem e queremos que o ano passe o mais rápido possível. Outras são muito felizes, muito prazerosas que queremos guardar essa sensação para sempre, ao ponto de pedir que o tempo pare.
O final do ano é a chance que temos de assistir nosso filme, produzido com muito esmero e cuidado ao longo de um ano.
Rebubinamos a fita e paramos nas dificuldades. Aprecie com cuidado, tiraremos lições ou até mesmo boas gragalhadas, se a ferida já estiver cicatrizado.
Passando mais adiante, chegamos aos momentos que desejaríamos a eternidade. Observamos em câmera lenta, vamos e voltamos sem cansar. Estes ficam como inspiração para o ano que vem.
No desfecho da trama estamos nós reunidos à mesa com a família trocando presentes e carinhos de Natal. Em nossa cabeça está a sensação de mais um ano que se passou, o agradecimento pela vida e a expectativa para o próximo.
Um feliz Natal e um ótimo 2009.
dezembro 19, 2008
Reflexão
Por Mayara Benatti
É difícil chegarmos a esta conclusão, muitas pessoas demoram uma vida inteira para reconhecer que, na verdade, não somos nada. Antes de nos depararmos com uma grande dificuldade ou sofrimento acreditamos que somos os donos da nossa própria vida. Cremos, fielmente, que podemos fazer o que bem entendemos, na hora desejada porque quem sabe da nossa vida somos nós. Acreditamos que nada irá nos atingir, que somos protegidos por uma bolha que rebate todos os momentos de amargura.
Doce ilusão. Somos apenas personagens dessa peça dramática que é a vida, regida por uma força superior, por um Deus, por uma energia ou pelo que cada um acreditar.
Passar por um sofrimento que vem acompanhado do medo da perda, seja de algum parente; amigo; ou de algo que se estime muito, é extremamente doloroso. Mas também dotado de aprendizado.
Nossa cabeça se transforma em uma tela de cinema onde repassamos todos os acontecimentos da nossa vida até o momento presente. Todos os momentos de felicidade, sorrisos, alegria, saúde; e então questionamos o porquê desse sofrimento todo. O porquê não seria correto, mas sim o pra quê.
A lição de todo esse pesadelo surge mais à frente, às vezes nem percebemos sua manifestação; às vezes o “abrir dos olhos” não se destina a nós, mas a alguém muito próximo. Mesmo assim todos os envolvidos aprendem algo.
A primeira das lições é a já mencionada desapropriação dos rumos da vida por parte dos seres humanos; a segunda é a valorização das pequenas coisas, das pequenas conquistas, que juntas constroem uma imensa vitória; a terceira é a maturidade (forçada) adquirida; a quarta é a valorização ou apego às coisas que transcendem, se não acreditamos passamos a acreditar, se acreditamos revitalizamos nossa crença; a quinta é o auto-conhecimento, passamos a ter idéia do tamanho do nosso afeto, do tamanho do nosso sentimento pelas coisas e pelas pessoas, e como reagimos em determinadas situações; a sexta é a força que descobrimos que possuímos, ela surge não sabemos da onde e é o que nos mantêm em pé.
Já dizia Nietzsche, com uma filosofia estóica, de que o sofrimento faz parte da evolução humana. Temos que sofrer para atingirmos a nossa essência, o alvo, o super-homem ( ideal de ser humano para Nietzsche).
Uma vez cientes dessa realidade, aprenderemos a extrair mais de seis lições das dificuldades.
dezembro 17, 2008
Madonna no Brasil






Ela está com tudo e de volta
dezembro 01, 2008
Cinema
por Juliana Oliveira
Ao visitar uma galeria de artes as duas conhecem um pintor que as convidam para um final de semana em outra cidade "bebendo e fazendo amor". Juan Antonio é vivido por Javier Barden, que junto com Penelope Cruz na pele de sua ex-mulher rouba o filme.
Com uma bela fotografia e lindas paisagens de Barcelona, alguns dizem que o filme foi encomendado e beira um vídeo de turismo. O que importa é que Allen está de volta com personagens do estilo que o consagraram.
As duas melhores amigas que viajam são os extremos opostos, enquanto Vicky está prestes a se casar com o homem de seus sonhos, Cristina sofre de insatisfação crônica. Acabou de escrever, dirigir e atuar em um filme sobre amor e não sabe o que quer fazer da vida. Ao se involver com Juan Antonio e posteriormente com o convívio de sua ex-mulher ela descobre novos prazeres e uma nova paixão.
Bem humorado o filme é basicamente sobre a insatifação e a busca da felicidade. Para saber se os personagens conseguem alcançá-la ou não é necessário ver o filme, mas é impossível sair do cinema sem cantarolar a música tema.
novembro 29, 2008
Tragédia em Santa Catarina
É grande a tragédia em Santa Catarina. Mais de 78 mil pessoas tiveram de deixar suas casas e ja são 99 o número de mortos. Estradas interditadas, casas e ruas submersas, escassez de água e alimentos compõem o cenário do desastre.
A região sul do país esta sendo alvo de chuvas a mais de uma semana. A tregédia ambiental e social é grande. Estima-se que Blumenau consiga ser recosntruída em dois anos.
Muitos voluntários e bombeiros trabalham para aliviar a dor da perda e para suprir as necessidades dos desabrigados.
Precisa-se de tudo: alimentos, cobertores, água, produtos de higiene, calçados, roupas de cama; os postos da Defesa Civil estão abertos para receber doações de qualquer parte do país e ainda não se tem um prazo para o término das arrecadações.
Para os interessados, procure os postos da Defesa Civil mais próximo e entregue sua doação. O atendimento é rápido e a população de Santa Catarina agradece.
novembro 22, 2008
Cotas da desigualdade
Cotas. Criadas para promover a inclusão na educação de pessoas de baixa renda, negros, índios, estudantes de escolas públicas, filhos de militares, etc, etc. Cada vez mais essa lista aumenta e o seu efeito, na realidade, não é o idealizado por seus criadores e defensores.
A liminar substitutiva da lei das cotas atual provocou dúvidas e abriu portas para várias interpretações devido a erros de redação. Não se sabe qual critério prevalece na seleção dos candidatos: a renda per capita da familia, tendo que ser inferior a um sálario minino; a cor da pele, no caso negra e parda; ou estudantes de escolas públicas.
O 1° artigo da substitutiva reserva 50% das cotas para alunos que tenham cursado o ensino médio em escolas públicas. Uma emenda do ex-ministro da Educação, Paulo Renato Souza, acrescentou o critério econômico dizendo que metade das vagas devem ser reservadas a alunos de baixa renda e para a outra metade deve incidir o critério racial previsto no artigo 3°.
O problema é que no artigo 3° a quantidade de vagas, reservadas segundo o critério racial, deve seguir a porcentagem de negros presente em cada estado da federação levando em conta as vagas reservadas no artigo 1°(alunos de escolas públicas),sem fazer referência a renda do aluno.
A confusão e a polissemia estão lançadas, a dúvida foi implantada. O projeto ainda voltará ao Senado para ser debatido, mas essa dúvida poderia incidir sobre a cabeça dos favoráveis às cotas, e tomar outra vertente. Será que elas realmente possuem o efeito desejado?
Na cabeça dos que pensam a resposta é não. Esse sistema só é mais um daqueles que colaboram com a segregação. É só uma forma de "tapar o sol com a peneira", de fugir das obrigações.
Seria muito mais fácil, correto e promissor investir na base, nas escolas, no ensino de qualidade das crianças, que serão a esperança do nosso futuro, do que promover medidas paliativas que à sombra nem fazem cócegas ao desenvolvimento.
Implantar um sistema de cotas é deixar de subir muitos degraus. É querer construir um castelo sabendo que o alicerce é fraco, mesmo sabendo que ele vai desmoronar e vamos voltar a estaca zero problemática. Tudo isso só para impressionar.
Desenvolvimento não se conquista com desigualdade.
novembro 08, 2008
Palavras
novembro 06, 2008
Cultura



Thiago F. Abreu
Na última segunda-feira, a Livraria da Travessa,do Shopping Leblon, cedeu espaço ao lançamento do livro "Aconteceu na Manchete-As histórias que ninguém contou".
O livro, que os autores advertem não ser uma obra acadêmica, com um prefácio modesto e emocionado de João Máximo, conta com depoimentos de Ivo Pitanguy e Oscar Niemeyer e com histórias variadas e curiosas dos jornalistas que trabalharam na extinta revista Manchete da editora Bloch.
Rodeada de pessoas, que esperavam autógrafos, Angela Monteiro, a uma pergunta se estava cansada, respondeu: - Estou emocionada, é diferente!
Marcaram presença Elza Soares e Carlos Alberto Torres, além de muitos outros amigos dos autores. Agora é comprar e mergulhar em 48 anos de revista Manchete.
novembro 05, 2008
Imagem do dia

Thiago F. Abreu
novembro 03, 2008
Internacional
Mayara Benatti
Amanhã é a vez dos norte-americanos exercerem seu dever de cidadão. Eles vão às urnas para decidir quem será o próximo a governar a grande potência que, diga-se de passagem, esta mergulhada no caos.
Os americanos não poderiam imaginar as proporções alcançadas pela crise econômica, como também, não imaginariam a dimensão tomada por essa eleição presidencial. É natural que tudo o que envolva essa parte do hemisfério norte assuma uma esfera global de conhecimento, tamanho é a sua influência e poder no mundo, mas essa corrida presidencial entrará para a história devida algumas particularidades.
A maioria das peculiaridades concentra-se no candidato democrata, e preferido do mundo, Barack Hussein Obama. É a primeira vez na história das eleições americanas que um candidato negro, com descendência muçulmana, conquista o gosto popular passando de cabeça erguida por esses 22 meses do complexo sistema eleitoral americano, chegando à decisão final.
Esse cenário permite-nos tirar algumas conclusões: o carisma de Obama fez ressurgir uma américa menos racista, digo menos e não isenta porque ainda restam vertentes discriminatórias que podem prejudicar Obama na última hora; observamos também a esperança e a vontade do povo americano de mudança, depois de oito anos de governo Bush, o norte americano tem memória e lembra-se do quão vergonhoso e desrespeitoso foi esse mandato, e, por último, Obama já entrou para a história.
Se dependesse do mundo Obama já estaria eleito. E temos todo o direito de opinar, principalmente agora que a grande nação está enferma contaminando o mundo todo, temos que saber que embora os EUA seja uma grande nação, com grande prestígio e status no cenário mundial, o país não conquistou essa posição sozinho e não a sustenta isoladamente. Os demais países do mundo ajudaram nessa ascensão, mesmo que alguns tenham se posicionando como nações exploradas.
Cabe a nós gritar e torcer, porque infelizmente não podemos votar, para que seja eleito corretamente o homem que conduzirá a sociedade de consumo como um todo e não só a sociedade americana, e as relações mundiais de poder e influência, e não só os interesses norte-americanos. Que seja eleito um homem de visão global, porque é isso que uma nação global precisa.
Imagem do dia

Foto: globoesporte.globo.com
outubro 31, 2008
Cidade




outubro 24, 2008
Violência
Mayara Benatti
Seqüestrar ex-namorada virou moda no Brasil. Após o caso Eloá, já se ouviu falar de mais casos de adeptos de Limdemberg: um caso no interior de São Paulo, no mesmo dia em que acabou o seqüestro de Eloá, e agora um outro, em Salvador.
Um rapaz ,de 20 anos, mantém a ex-namorada, de 18, presa na residência para a qual se mudaram há cerca de três meses no bairro Pau da Lima em Salvador, de acordo com os vizinhos.
O casal ficou junto por um ano, e, inconformado com o fim do namoro, o rapaz seqüestrou a ex.
A menina, identificada como Adriele, está grávida de oito meses e terminou o namoro pelo fato do rapaz estar desempregado.
Pelo visto a moda pegou, é a próxima tendência para o verão. Rapazes ressentidos e magoados, que não bebem, não fumam, mas, sentindo-se perdidos com o abandono da pessoa amada, dispõe-se a seqüestrá-la.
O papel das mulheres, por sua vez, é serem as vítimas. Apenas isso, não é difícil. Vale chorar.
Ainda não tivemos nenhum caso das mulheres saírem do papel de vítimas para o principal. Mas, podemos reverter esse quadro, as mulheres deixaram de ser submissas aos homens, estamos no século 21, a evolução feminina está se dando de uma maneira incrível.
Esse novo folhetim da violência parece que ganhou o gosto popular. Meninas, cuidado! Pensem bem antes de namorar, e, antes de terminarem, pensem em como realizar tal ato para não acordar a fera adormecida.
Francamente. Esperamos que esse seqüestro não acabe tragicamente como seu inspirador. Não temos mais reação. Resta-nos a indignação e a esperança da estréia de um novo filme, com um outro gênero.
outubro 22, 2008
Demorou, mas chegou!
Com 14 faixas incluídas (e somente 3 não vazaram na internet), o disco é o 1º desde a coletânea 'The Spaghetti Incident?'. Com cerca de uma década para ser produzido, o 6º ábum da banda (que começou a ser gravado em 1994) teve um custo aproximado de US$ 13 milhões, sendo considerado un dos mais caros já visto (e pelo visto um dos mais demorados...).
Faixas:
01. Chinese Democracy
02. Shackler's Revenge
03. Better
04. Street Of Dreams
05. If The World
06. There Was A Time
07. Catcher N' The Rye
08. Scraped
09. Riad N' The Bedouins
10. Sorry
11. I.R.S.
12. Madagascar
13. This I Love
14. Prostitute
outubro 20, 2008
Túnel do Tempo
São raras as vezes em que o Cinema cria obras tão únicas, que servem de inspiração para futuros cineastas e até de modelo de admiração. "12 Homens e uma Sentença" não só faz isso, como também proporciona uma experiência cinematográfica tão rara quanto a forma como ela é contada.
É importante lembrar que o filme tem duas versões, apesar de ambas possuírem uma alma bastante semelhante. A primeira, de 1957, foi dirigida pelo veterano Sidney Lumet, e foi um marco na história do Cinema, além de um exemplo de como a direção e um roteiro impecável podem transformar qualquer estória em um grande filme. A segunda, feita pra TV, foi dirigida pelo também veterano William Friedkin, responsável por grandes títulos como "Operação França", vencedor do Oscar de melhor filme e de "O Exorcista", clássico absoluto do Terror. Ambos os roteiros são de Reginald Rose, dono de um vasto currículo de roteiros de TV.
A estória é simples: o destino de um jovem rapaz acusado de matar o pai à facadas fica nas mãos de doze jurados. Todas as evidências levam a crer que o rapaz é culpado, e a decisão do júri é quase unânime, exceto por um dos jurados. É exatamente esse jurado (interpretado pelos vencedores do Oscar Henry Fonda, na primeira versão, e Jack Lemmon, na segunda) que vai tentar convencer os outros onze a repensarem a decisão. Por mais que nosso "detector de clichês" funcione, a maneira como tudo ocorre toma rumos imprevisíveis e trabalha muito bem as diferenças de cada um dos personagens. Repare que, o filme mal menciona o nome de nenhum deles durante toda a película, e mesmo assim, somos capazes de conhecê-los de uma maneira um tanto profunda, na medida que cada um deles vai se revelando, tudo isso só possível por um elenco nunca longe do excelente e uma direção excepcional.
O aspecto mais único de "12 Homens e uma Sentença", é que toda a ação se passa praticamente dentro de uma sala, com exceção de umas tomadas rápidas no ínicio e fim. Mesmo assim, o filme consegue ser brilhante em seu desenvolvimento, um exemplo de filme. A decisão inteligente da estória, de se ambientar em um dos dias mais quentes do ano, torna-se totalmente útil para a trama, o que comprova que nada é em vão na película. Repare que a medida que o nível de tensão aumente, o calor parece afetar ainda mais as personagens.
Ao chegar no fim, a inteligência e competência da obra é definitiva quando a mesma consegue causar, em poucos segundos, a empatia da platéia em uma das personagens que mais gerava antipatia durante os quase 100 minutos de projeção. Como alcançar tal fato, sem ser piega ou melodramático, como boa parte dos filmes que tentam fazer o mesmo? "12 Homens e uma Sentença" consegue isso, sendo uma das maiores "aulas de Cinema" que podem ser encontradas, e como todo bom Cinema, é também uma aula sobre os aspectos mais profundos da natureza humana.
Violência

Arthur Sendas é morto dentro de seu apartamento no Rio
Manuela Dunley
O empresário Arthur Sendas foi baleado na madrugada dessa segunda-feira(20), em seu apartamento, localizado na rua Delfim Moreira, Leblon, Zona Sul do Rio.
O principal suspeito pelo disparo é o motorista do neto de Sendas, Roberto Costa Júnior, 28 anos, que tinha contato com o empresário. O suspeito foi flagrado pelas câmeras de segurança do prédio.
O suspeito teria dito para a empregada que seu pai havia se ferido, que foi desmentido pelo próprio pai, e mandou chamar o empresário, a conversa durou 5 minutos, até que houve os disparos e o suspeito fugiu com um Audi, que pertencia a família.
Sendas, 73 anos, foi levado para o Hospital Samaritano, em Botafogo, em estado grave, mas morreu antes mesmo de ser realizada a cirurgia.
O velório será realizado na igreja São Judas Tadeu, no Cosme Velho, nesta segunda-feira(20) e o enterro será na terça-feira, no Cemitério São João Batista, em Botafogo.
Amigo do empresário se lamenta, dizendo que esteve com ele ontem, e como um bom vascaíno estava ansioso para o jogo.
O suspeito continua foragido e a polícia já pediu sua prisão temporária.
Foto: Carlos Ivan / Ag. O Globo
outubro 19, 2008
Violência
Mayara Benatti
Chegou ao fim, nessa sexta feira 17, o sequestro de Eloá. Fim literalmente. A estudante, após ter levado dois tiros: um na virilha e outro na cabeça, morreu de morte cerebral no hospital municipal do ABC paulista na madrugada de hoje.
Eloá fez sua última parada e a violência ganhou mais um "oscar".
A adolescente de 15 anos, jovem, bonita, conhecida de todos no bairro onde morava, teve o rumo de sua vida traçado e decidido por um ex-namorado. Mal sabia ela que o fim de um namoro de três anos com um rapaz trabalhador, sem vícios (ele apenas sequestra e mata), levaria ao fim de sua vida.
De uma tragédia nasce a esperança de outros. Os orgão de Eloá serão doados e , pelo menos, oito pessoas serão beneficiadas. É a morte ajudando a afastar outra. Poderia ser diferente.
O desfecho desse filme poderia ter sido outro, porém, não cabe a nós julgar o trabalho da polícia nesse momento. Eles podem ter errado, mas quem somos nós para dar palpite no trabalho que só eles sabem como exercer e proceder? As negociações demoraram? A volta da refém ao cativeiro foi absurda? Como nós agiriamos no lugar deles? Julgar de fora é fácil.
Na verdade o nosso papel, ao invés de julgar, é exigir cada vez mais a educação e zelar pelo nosso
lar, pela constituição de uma família com alicerces sólidos e construtivos, em meio ao amor, a atenção e o carinho que não nos desviem para o descontrole.
Eloá não resistiu. Está ai mais um caso bárbaro que premiou mais um capítulo da violência.
outubro 18, 2008
Opinião

outubro 16, 2008
Violência
Mayara Benatti
Aonde vamos parar? Ou melhor, será que vamos chegar a algum lugar quando o assunto é a violência urbana? Essas são mais algumas perguntas que estão vagando pelo nosso repertório de questões.
Levanto esse tema após três situações: o seqüestro de uma adolescente de 15 anos pelo ex-namorado em São Paulo; a morte do diretor de Bangu 3 no Rio de Janeiro; e a postura das instâncias do poder municipal e estadual cariocas quanto ao avanço das favelas.
Toda vez que o tema violência é abordado, na cabeça de muitos brasileiros vem a célebre frase: “Pra isso não tem mais jeito”. Discutir o rumo que a nossa vida está tomando devido ao perigo, já se tornou clichê e banal. O que não poderia ocorrer.
Nunca é demais exigir e lutar pelo bem-estar e pela segurança. Fomos presenteados com o poder de viver e sabemos que ele tem prazo de validade, não somos seres imortais, mas não precisamos encurtar esse vencimento. Pelo contrário, devemos zelar por esse direito tão precioso e que já é curto por natureza.
Estamos deixando que essas notícias estampem os jornais, encarando-as como “mais um fato” e com desanimo, até o ponto em que essas notícias saiam dos jornais e estampem nossa família ou amigos próximos. O que antes era visto somente como um fato distante passa a ser um problemão, que incomoda e que precisa ser resolvido às pressas.
O seqüestro da adolescente pelo ex-namorado e a morte do diretor de Bangu 3, são exemplos de que algo está errado, há muito tempo, porque casos bem mais polêmicos e bárbaros já ocorreram e , mesmo assim, com protestos, passeatas pela paz, eles continuam ocorrendo.
O avanço das favelas e a postura negligente dos poderes dispensam comentários. De onde deveria estar vindo a maior parte dos exemplos e esforços, estamos presenciando o contrário. Para que conter o avanço das favelas se na justiça não terá resultado nenhum? É perda de tempo realmente. Como é perda de tempo investir pesadamente na educação, na formação de jovens marginalizados. Se não tem resultado a curto prazo desistimos. Somos acomodados e impacientes.
Não temos que esperar o problema bater em nossa porta para nos indignarmos. Não podemos viver pensando que não acontecerá com a gente. Nós não vivemos em uma redoma de vidro e nem somos avestruzes para colocar a cabeça no buraco e fingir que nada acontece que tudo é maravilhoso.
Cinema

O filme de Fernando Meirelles (Blindness, 2008, Canadá/Japão/Brasil) foi aguardado ansiosamente por críticos e fãs durante muito tempo. Desde as críticas negativas na abertura de Cannes em 2008, há certa ansiedade em torno da obra do cineasta brasileiro, que é tido como um dos grandes talentos atualmente na Sétima Arte. Aprovado ou não, é fato que o filme de Meirelles alcançou boa parte das salas de cinema do Brasil, inclusive as salas que focam filmes mais comerciais e que nunca abririam espaço para um filme como esse o que comprova a popularidade do cineasta em seu próprio país.
A trama é simples e complexa. Em uma cidade indefinida, uma epidemia de cegueira se alastra sem proporções calculadas e sem motivos aparentes, até o momento em que se subentende que o mundo inteiro foi infectado. Só o fato da ausência de maiores explicações, já revela o conteúdo de parábola que permeia a obra. As personagens não são conhecidas por seus nomes (fato que quem não leu o livro talvez sequer tenha notado), sendo denominados apenas por suas funções sociais ou então por algum tipo de característica da aparência, detalhe que comprova o estudo sobre a visão humana que “Ensaio sobre a Cegueira” propõe.
A estrutura técnica do filme merece muita atenção. Meirelles reproduz o sentido de desorientação das personagens na tela, com diálogos sem sincronia com a imagem que está se vendo, e também a um belo jogo de espelho que muitas vezes valoriza o rosto dos atores através de reflexos. A fotografia consegue reproduzir muito bem o estado de “cegueira branca” do filme, abusando de tons esbranquiçados e aproveitando da própria narrativa para fazer transições de passagem com o clarear da tela (quando o Ladrão do carro fica cego, a cena corta quando um caminhão se aproxima e as luzes dos faróis tomam conta da tela).
No elenco, vale destacar a atuação da grandiosa Juliana Moore, que abraça com o coração uma personagem complexa – a única pessoa que continua a ver depois da epidemia. Para interpretar a personagem que seria os olhos da platéia, vendo toda a degradação que acontece na estória, poucas atrizes teriam a competência dramática de Moore. Mark Ruffalo, Alice Braga e o casal de japoneses também estão muito bem na tela. Personagens com menos tempo de apresentação, como o Velho da Venda Preta e o Menino Estrábico, não comprometem e a atuação de Gael Garcia Bernal merece um destaque pela improvisação cômica da imitação de Stevie Wonder, que rendeu a bagatela de U$ 50.000,00 da produção.
“Ensaio Sobre a Cegueira” é com certeza um filme que vai dividir o público. Muitos sairão insatisfeitos pela falta de explicações da obra. Porém, é impossível acusar a obra de não-fiel. O filme de Fernando Meirelles parece ter a mesma alma do livro de Saramago, tanto que o autor se emocionou ao assistir a pré-estréia do filme. Aliás, o diretor demonstra controle total da obra, e impressiona pelas imagens devastadoras de uma São Paulo digna dos filmes de zumbi apocalípticos. Há um detalhe digno de uma pequena observação: em meio a todo o caos encontrado nas ruas, o cão que passa a acompanhar as personagens soa como uma espécie de conforto. A construção da cena em que o canino aparece, é bela e inteligente, ao mostrar um grupo de caos esfomeados comendo um ser humano, e o cão descendo as mesmas escadas. O cão é de fato “bonito”, e isso não soa clichê, mas sim como um suspiro de alívio ao espectador.
“Somente num mundo de cegos, as coisas seriam realmente como são”. Não se sabe de fato se a cegueira é uma maldição ou uma benção, e só isso já dá brecha a uma discussão sobre as possíveis interpretações do filme – e do livro. O que se pode dizer, por fim, é que “Ensaio sobre a Cegueira” é uma pequena fábula sobre a maneira que os homens olham a vida, uma fábula “branca”, assim como a cegueira. É uma pequena oportunidade de se refletir sobre a nossa maneira de ver o mundo, de ver as pessoas e de ver a vida, e como toda boa reflexão, nós mesmos temos que buscar as respostas que o filme não dá.
outubro 15, 2008
Crônica
Metamorfoses ambulantes
Manuela Dunley
Temos várias personalidades dentro de nós, ninguém é totalmente bom ou mau, corajoso ou medroso, moderno ou antiquado, feliz ou triste.
Faça o teste. É um mestre na informática, sabe tudo de tecnologia, é ligado em todas as informações ao seu redor e usa um iphone, resumindo, a modernidade em pessoa, mas ainda
Envia flores para a namorada em seu aniversário, apresenta para a família, toda sexta-feira organiza um jantar à luz de velas, com direito a trilha sonora de Marisa Monte, é, um romântico nato, mas sempre dispensa um cinema a dois para ir tomar um choppinho com os amigos, deixa a coitada esperando acabar os exaustivos 90 minutos de jogo de futebol na TV aos domingos para saírem e esquece de ligar no dia que completaram 1 ano juntos, bem, cadê o 100% romântico?
Somos totalmente mutáveis, mudamos a cada dia, ninguém possui um rótulo. Isso pode passar a idéia de sermos falsos, duas caras, sem opinião formada, nada disso! Somos apenas humanos.
Temos a grande missão de administrar todos os nossos ‘‘eus’’ dentro de um só, mas convenhamos, nascer, viver e morrer do mesmo jeito, com os mesmos pensamentos não tem a mínima graça. Já dizia Raul Seixas, "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...
Esporte

16/10/08- 12:22 am
Foto: Editoria de arte do Globo Esporte ( http://globoesporte.globo.com/ )
outubro 13, 2008
Última Parada: 174
Juliana Oliveira
Bruno Barreto apostou nessa fórmula e está surpreendendo a todos com seu novo trabalho, Última Parada: 174. Um filme emocionante no qual a violência não é espetacularizada, ela é mais um personagem.
Como a história de Sandro, o assaltante, já havia sido mostrada no documentário de José Padilha, Barreto tornou parte dessa história ficção. Sua intenção neste filme era mostrar “um filho que perdeu uma mãe e uma mãe que perdeu seu filho”.
Além da história de Sandro, é contada a história de Alessandro, personagem fictício baseado no documentário de Padilha. Esses dois personagens se cruzam e o filme culmina no incidente com o ônibus.
Os três protagonistas: Michel Gomes, Marcello Melo Jr e Cris Vianna, esbanjam talento e comovem o espectador durante toda a exibição. Porém, mesmo contando com uma temática pesada, algumas risadas são possíveis durante o filme. O momento mais evidente é quando André Ramiro aparece como um policial do Bope. “Coincidência” de acordo com Barreto.
Última Parada: 174, é um belo filme brasileiro que merece concorrer no Oscar, agora é só esperar e conferí-lo no cinema.
Política
Mayara Benatti
Quando ouvimos a palavra "Política", a primeira coisa que nos vem à mente é a de um ramo sujo, picareta, desonesto, mentiroso, calunioso, entre tantas outras adjectivações usadas para qualificar algo ruim.
Surgiu um candidato novo? Com boa escolaridade? Boa aparência? Correto? Até que ponto?Em um primeiro momento chegamos a acreditar que esse candidato, "diferente dos outros", veio para reformular esse sistema banalizado por tantos outros que não fazem jus ao cargo que possuem ou que se propõem a exercer.
Mas, basta vencer, basta ter o poder em suas mãos, para mostrar sua verdadeira identidade, restando a nós apenas a ilusão e o nariz de palhaço.
Retrato pessimista da nossa política? Creio que não. Nossas experiências têm sido tão desanimadoras que não nos resta outra avaliação.
Após ler o jornal O GLOBO de hoje, que trouxe as reportagens dos primeiros debates do segundo turno de São Paulo e do Rio de Janeiro, não poderia deixar de abordar aqui esse assunto.
As trocas de acusações, denúncias e críticas entre os candidatos são tantas, que o debate, cuja finalidade é a de esclarecer as propostas ajudando na decisão do eleitor, acaba possuindo um efeito contrário.
O que assistimos são verdadeiros ringues de luta verbal que não levam a nada concreto, apenas à vergonha.
Os candidatos a prefeitura do Rio de Janeiro, Eduardo Paes do PSDB e Fernando Gabeira do PV, antes de se confrontarem disseram que iriam fazer uma campanha pacifista, sem alfinetadas. O presenciado ontem foi o oposto. O que faltou foi justamente calma e cordialidade. Essa mesma avaliação aplica-se para o debate entre Marta Suplicy do PT e Gilberto Kassab do DEM, ambos candidatos a prefeitura de São Paulo, cujo debate teve que ser interrompido várias vezes pelo jornalista Bóris Casoy ao pedir calma aos candidatos.
Em uma instância mais distante, porém não menos vergonhosa e cabível, chegamos aos Estados Unidos.
Em uma fase difícil de sua campanha, o candidato republicano John McCain e sua vice Sara Palin entram nesse contexto de falta de cordialidade e respeito. Em um artigo escrito por Khaled Hosseini, autor dos best-sellers O caçador de Pipas e A cidade do Sol , publicado hoje no jornal O GLOBO, ele evidencia a postura política desses candidatos. Em comícios acompanhados de gritos: "traidor", "mentiroso", "terrorista" e "matem-no" referindo-se a Obama, nenhum dos dois candidatos mostraram-se éticos na hora de condenar as pessoas que proferiam essas duras palavras.
Como podemos escolher entre candidatos com essas posturas?Quando, realmente, vamos estar diante de uma política correta e verdadeira com o povo, sem construir máscaras?Como podem eles defender um país ou uma cidade melhor, se eles não se fazem melhores?
Existem muitas perguntas para respondermos antes de elegermos um candidato, mas isso não interessa a eles.
outubro 12, 2008
Cinema


-Trata de um conjunto musical que tenta levar a face do país para fora. A música é quase um personagem.
A proposta não é passar ressentimento da época ditatorial, a que o filme retrata, mas falar que existiu. Falando sobre a crítica desabafou:
-No Brasil temos uma inércia crítica. Ou é ignorante, ou é indiferente à história como personagem.
Disse, ainda, que gosta da improvisação, dos atores se apropriando do roteiro para dar maior naturalidade ao filme.
Falando sobre sua trajetória disse ter iniciado assistindo a filmes, participando de cineclubes que foi importante, porque lá conheceu as pessoas com quem começaria o cinema novo no Brasil. Walter Jr. Iniciou o cinema novo com Menino de Engenho em 1965.
No mesmo dia ele estava inaugurando um cineclube nas dependências do Jardim Botânico com a proposta de criar um grupo que após os filmes discutisse. - Quero manter o cinema pulsando-Terminou ele.
Nos momentos finais o foco no seu novo filme foi mudado por perguntas dos alunos. Falou sobre como quem trabalha com cinema precisa saber se expressar por meio da imagem, porque esta é uma língua. Tocou em um ponto polêmico dizendo que para o Brasil garantir ingresso em festivais tem que ter violência nas produções. -As pessoas amam ver violência, mas esse não é o único cinema brasileiro. Há ótimos filmes, como Cinema, aspirina e urubus, que são mais reflexivos –Riu dizendo que adoraria ver seus filmes em camelôs respondendo sobre pirataria. No final contando sobre a boa aceitação do seu filme em outros países, disse que fora do Brasil não conseguiria fazer filme, referindo-se ao caráter publicitário das produções cinematográficas.
outubro 09, 2008
Crônica
Manuela Dunley
Vida, a única certeza que temos sobre ela é que um dia acaba, mas não sabemos nem quando nem onde, pagamos pra ver, querendo ou não..
Viver é andar, amar, correr, rir, chorar, gritar, cansar, coisas que fazemos todos os dias, mas não nos damos conta que pode acabar a qualquer momento, esquecemos da nossa única certeza, engraçado.
Deixamos de pensar, queremos evitar, mas um dia vem e acaba, pronto.. acabou o show!! Mas será que é tão ruim assim? A única maneira de saber é se perguntar, está valendo a pena? Perdemos tanto tempo fazendo coisas que não gostamos, aceitando regras já estabelecidas, concordando com o que não queremos, escondendo nossos sentimentos, esquecendo do mais importante, agradar a nós mesmos.
Acho que esse é o real sentido da vida, fazer valer a pena, sozinho ou acompanhado, do jeito que preferirmos, porque a vida é esse minuto, o hoje, o agora. Vamos nos dar o presente de aproveitar mais, sentir mais, amar mais, viver mais! Aí teremos a real certeza de que estamos aproveitando o tempo que temos. Permita-se, VIVA!
Cidade
Mayara Benatti
Isso mesmo leitores. Hoje de manhã, no caminho para a faculdade, fui surpreendida por um trânsito na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca. Inicialmente, não fiquei tão espantada, visto que, para uma manhã de quinta-feira, aquele caos seria “normal”.
Porém, ao observar atentamente, veio a surpresa: nada tinha de errado com os sinais de trânsito, não tinha ocorrido nenhum acidente e nem estava tendo obras. O problema estava bem debaixo dos nossos olhos, melhor dizendo, das rodas. O problema eram os buracos.
Estamos sendo engolidos por eles. Existem de todos os tamanhos, tipos e formas. E, compartilhem comigo a minha indignação: eles possuem o poder de parar o trânsito.
A explicação para esse domínio está na reparação do asfalto, como já foi feito na Avenida Sernambetiba e, vale ressaltar, melhorou bem.
A grande questão é: Quanto tempo mais teremos que esperar para desfrutarmos de um asfalto digno? Essa situação é só uma demonstração de que os projetos podem sair do papel, mas só pela metade, sendo o importante apenas o fato de saírem?
Chegar atrasado em um compromisso por conta de buracos é mais do que uma vergonha, é questão de urgência.
Que venha o segundo turno e com ele, talvez, a resolução do problema.
Cinema


O vôo da criação é um vôo cego, iniciou Bruno. Disse que não se engessou com a experiência como muitos cineastas, porque se arriscou com atores semiprofissionais, fazendo com que todos participassem das oficinas para não haver a distorção entre atores que atuam e atores que incorporam os personagens. 18º filme de sua carreira foi o que levou mais tempo para fazer principalmente por causa do dinheiro. Optou, ainda, por atores pouco conhecidos, porque, segundo ele, o uso de atores com vida privada pública é um grande problema. “Quando assisto aos filmes com a Angelina ou o Brad, levo quarenta minutos para esquecer a vida privada deles”.
O longa é baseado no documentário 174 do Padilha. Porém, seu desejo foi produzir algo que falasse da condição humana sem a espetacularização da violência. - “Quero fazer uma tragédia moderna com base na tragédia clássica”. É sobre uma mãe que perde um filho e um filho que perde a mãe, inferiu. Não quis fazer uma ficção presa à realidade do documentário para tornar a própria realidade algo verossímil.
- “Temos necessidade de ouvir uma história”, afirmou.
Marcello, o Alessandro no filme, mora no Vidigal e integra o grupo Nós do morro. Confessou que foi difícil criar uma identidade com o personagem, porque entrou muito depois no filme. Apesar de passar mal em cenas não porque não conseguia fazê-las, mas porque incorporou o personagem fortemente, disse que gostava de conferir todas as cenas para avaliar e até corrigir o resultado. Para ele foi empolgante e prazeroso pela oportunidade – “Para ter um resultado positivo temos que estar por inteiro”. Desabafou, ainda, sobre a dificuldade em conseguir emprego por ser de comunidade, porque as pessoas olham com outros olhos, com preconceito. Porém, ele acredita que isso seja um fator positivo, porque aumenta a garra em conseguir as coisas.
Michel, o Sandro no filme, chegou quarenta minutos atrasado e falou pouco. Respondendo que ficou constrangido em ficar nu no filme,usou do bom humor: - “Depois com o tempo fui acostumando. Não fiquei bonito?”.
Bruno Barreto encerrou o debate respondendo a uma pergunta sobre a indicação ao Oscar. - “Adoraria ganhar, mas não faço filme pensando nisso, porque não dá certo!”.
Última Parada 174 estará em cartaz a partir do dia 24 de outubro.
outubro 08, 2008
Festival do Rio 2008
Rio de Janeiro. Na última segunda-feira, no Odeon Br, foi exibido o filme Apenas o Fim. É o primeiro feito por alunos da PUC-Rio que concorre ao prêmio de melhor longa de ficção. Realizado com baixo orçamento e atores convidados não deve nada aos concorrentes de sua categoria.
A história é simples. Uma namorada que cansada de sua vida resolve terminar o namoro e mudar de vida, os dois passeiam pelo campus da universidade conversando sobre diversos temas. Em alguns momentos essas cenas se intercalam com flashbacks em preto e branco.
Os diálogos fazem com que o filme se torne semelhante à “Antes do Amanhecer” e “Antes do Pôr do Sol” de Linklater. Salvo as pequenas (e ótimas) participações especiais, o filme é baseado nesses diálogos do casal.
O filme é uma comédia dramática sobre a geração do diretor. É feito por quem cresceu em meio a boy bands e Cavaleiros do Zodíaco, porém não fica restrito a esse público.
outubro 07, 2008
Eleições 2008
Thiago F. Abreu
Rio de Janeiro.O presidente do Tribunal Regional Eleitoral,Alberto Mota Moraes, decidiu que não será necessária a participação das tropas federais no segundo turno.Ele acredita que o segundo turno será mais tranqüilo, já que as eleições para vereador são as mais complicadas.
Em entrevista coletiva na segunda-feira afirmou uma possível intervenção das Forças armadas no segundo turno.
outubro 06, 2008
Eleições 2008
Thiago F. Abreu
Rio De Janeiro.O candidato Eduardo Paes(PMDB),66% dos votos, irá para o segundo turno com o canditado Gabeira(PV),com 31% dos votos.Paes disse hoje que fez contato com o PC do B de Jandira Feghali e o PRB de Marcelo Crivella.A grande questão está na possível aliança com o presidente Lula. Paes fez críticas no passado ao Presidente,mas acredita que isso não será um fator que dificulte essa possível aliança.
Já o Candidato Gabeira contatou o PSOL e disse que procurará Alessandro Molon do PT.Criticou ainda a eleição dos "ficha-suja" descartando o apoio deles.Disse,ainda,não acreditar na força da possível aliança do Paes com o Lula.Suas prioridades serão a dengue e o transporte público principalmente na zona-oeste.
As campanhas no rádio, TV e nas ruas só estão permitidas a partir de amanhã.
outubro 05, 2008
Opinião

