Por Mayara Benatti
É grande a tragédia em Santa Catarina. Mais de 78 mil pessoas tiveram de deixar suas casas e ja são 99 o número de mortos. Estradas interditadas, casas e ruas submersas, escassez de água e alimentos compõem o cenário do desastre.
A região sul do país esta sendo alvo de chuvas a mais de uma semana. A tregédia ambiental e social é grande. Estima-se que Blumenau consiga ser recosntruída em dois anos.
Muitos voluntários e bombeiros trabalham para aliviar a dor da perda e para suprir as necessidades dos desabrigados.
Precisa-se de tudo: alimentos, cobertores, água, produtos de higiene, calçados, roupas de cama; os postos da Defesa Civil estão abertos para receber doações de qualquer parte do país e ainda não se tem um prazo para o término das arrecadações.
Para os interessados, procure os postos da Defesa Civil mais próximo e entregue sua doação. O atendimento é rápido e a população de Santa Catarina agradece.
novembro 29, 2008
novembro 22, 2008
Cotas da desigualdade
Por Mayara Benatti
Cotas. Criadas para promover a inclusão na educação de pessoas de baixa renda, negros, índios, estudantes de escolas públicas, filhos de militares, etc, etc. Cada vez mais essa lista aumenta e o seu efeito, na realidade, não é o idealizado por seus criadores e defensores.
A liminar substitutiva da lei das cotas atual provocou dúvidas e abriu portas para várias interpretações devido a erros de redação. Não se sabe qual critério prevalece na seleção dos candidatos: a renda per capita da familia, tendo que ser inferior a um sálario minino; a cor da pele, no caso negra e parda; ou estudantes de escolas públicas.
O 1° artigo da substitutiva reserva 50% das cotas para alunos que tenham cursado o ensino médio em escolas públicas. Uma emenda do ex-ministro da Educação, Paulo Renato Souza, acrescentou o critério econômico dizendo que metade das vagas devem ser reservadas a alunos de baixa renda e para a outra metade deve incidir o critério racial previsto no artigo 3°.
O problema é que no artigo 3° a quantidade de vagas, reservadas segundo o critério racial, deve seguir a porcentagem de negros presente em cada estado da federação levando em conta as vagas reservadas no artigo 1°(alunos de escolas públicas),sem fazer referência a renda do aluno.
A confusão e a polissemia estão lançadas, a dúvida foi implantada. O projeto ainda voltará ao Senado para ser debatido, mas essa dúvida poderia incidir sobre a cabeça dos favoráveis às cotas, e tomar outra vertente. Será que elas realmente possuem o efeito desejado?
Na cabeça dos que pensam a resposta é não. Esse sistema só é mais um daqueles que colaboram com a segregação. É só uma forma de "tapar o sol com a peneira", de fugir das obrigações.
Seria muito mais fácil, correto e promissor investir na base, nas escolas, no ensino de qualidade das crianças, que serão a esperança do nosso futuro, do que promover medidas paliativas que à sombra nem fazem cócegas ao desenvolvimento.
Implantar um sistema de cotas é deixar de subir muitos degraus. É querer construir um castelo sabendo que o alicerce é fraco, mesmo sabendo que ele vai desmoronar e vamos voltar a estaca zero problemática. Tudo isso só para impressionar.
Desenvolvimento não se conquista com desigualdade.
Cotas. Criadas para promover a inclusão na educação de pessoas de baixa renda, negros, índios, estudantes de escolas públicas, filhos de militares, etc, etc. Cada vez mais essa lista aumenta e o seu efeito, na realidade, não é o idealizado por seus criadores e defensores.
A liminar substitutiva da lei das cotas atual provocou dúvidas e abriu portas para várias interpretações devido a erros de redação. Não se sabe qual critério prevalece na seleção dos candidatos: a renda per capita da familia, tendo que ser inferior a um sálario minino; a cor da pele, no caso negra e parda; ou estudantes de escolas públicas.
O 1° artigo da substitutiva reserva 50% das cotas para alunos que tenham cursado o ensino médio em escolas públicas. Uma emenda do ex-ministro da Educação, Paulo Renato Souza, acrescentou o critério econômico dizendo que metade das vagas devem ser reservadas a alunos de baixa renda e para a outra metade deve incidir o critério racial previsto no artigo 3°.
O problema é que no artigo 3° a quantidade de vagas, reservadas segundo o critério racial, deve seguir a porcentagem de negros presente em cada estado da federação levando em conta as vagas reservadas no artigo 1°(alunos de escolas públicas),sem fazer referência a renda do aluno.
A confusão e a polissemia estão lançadas, a dúvida foi implantada. O projeto ainda voltará ao Senado para ser debatido, mas essa dúvida poderia incidir sobre a cabeça dos favoráveis às cotas, e tomar outra vertente. Será que elas realmente possuem o efeito desejado?
Na cabeça dos que pensam a resposta é não. Esse sistema só é mais um daqueles que colaboram com a segregação. É só uma forma de "tapar o sol com a peneira", de fugir das obrigações.
Seria muito mais fácil, correto e promissor investir na base, nas escolas, no ensino de qualidade das crianças, que serão a esperança do nosso futuro, do que promover medidas paliativas que à sombra nem fazem cócegas ao desenvolvimento.
Implantar um sistema de cotas é deixar de subir muitos degraus. É querer construir um castelo sabendo que o alicerce é fraco, mesmo sabendo que ele vai desmoronar e vamos voltar a estaca zero problemática. Tudo isso só para impressionar.
Desenvolvimento não se conquista com desigualdade.
novembro 08, 2008
Palavras
Gostamos tanto do silêncio da normalidade, que hora e outra o grito da diferença nos agride.
novembro 06, 2008
Cultura



Aconteceu,virou história
Thiago F. Abreu
Na última segunda-feira, a Livraria da Travessa,do Shopping Leblon, cedeu espaço ao lançamento do livro "Aconteceu na Manchete-As histórias que ninguém contou".
O livro, que os autores advertem não ser uma obra acadêmica, com um prefácio modesto e emocionado de João Máximo, conta com depoimentos de Ivo Pitanguy e Oscar Niemeyer e com histórias variadas e curiosas dos jornalistas que trabalharam na extinta revista Manchete da editora Bloch.
Rodeada de pessoas, que esperavam autógrafos, Angela Monteiro, a uma pergunta se estava cansada, respondeu: - Estou emocionada, é diferente!
Marcaram presença Elza Soares e Carlos Alberto Torres, além de muitos outros amigos dos autores. Agora é comprar e mergulhar em 48 anos de revista Manchete.
Thiago F. Abreu
Na última segunda-feira, a Livraria da Travessa,do Shopping Leblon, cedeu espaço ao lançamento do livro "Aconteceu na Manchete-As histórias que ninguém contou".
O livro, que os autores advertem não ser uma obra acadêmica, com um prefácio modesto e emocionado de João Máximo, conta com depoimentos de Ivo Pitanguy e Oscar Niemeyer e com histórias variadas e curiosas dos jornalistas que trabalharam na extinta revista Manchete da editora Bloch.
Rodeada de pessoas, que esperavam autógrafos, Angela Monteiro, a uma pergunta se estava cansada, respondeu: - Estou emocionada, é diferente!
Marcaram presença Elza Soares e Carlos Alberto Torres, além de muitos outros amigos dos autores. Agora é comprar e mergulhar em 48 anos de revista Manchete.
Fotos: Thiago F. Abreu
Foto (capa do livro) : www.submarino.com.br
novembro 05, 2008
Imagem do dia

Bye Bye McCain
Thiago F. Abreu
Democrata bateu McCain nas urnas e é o 1º presidente negro dos EUA.Em discurso no Arizona, senador republicano assumiu a derrota.
O filme de suspense foi acompanhado no mundo inteiro,que temeu a divulgação do novo representante um mês depois como occorreu em 2000,pela recontagem dos votos da Flórida.A mais longa das noites políticas americanas acabou como todos esperavam,Obama assumiu a responsabilidade de liderar uma potência mundial.
O novo presidente prevê forte intervenção estatal em infra-estrutura,multiplicando empregos para a classe média baixa,extensão do seguro-saúde a mais de 45 milhões de americanos,incentivo a estudantes a pagarem suas despesas escolares com trabalho voluntário e menos impostos para a classe média.Tudo segue sua idéia de "Aliança para o progresso".
"A eleição do primeiro negro presidente dos EUA está sendo considerada história, por conta do passado de racismo do país."(g1.globo.com)
Foto: G1
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Obama Eleições americanas 2008
novembro 03, 2008
Internacional
A luz no fim do túnel pode existir
Mayara Benatti
Amanhã é a vez dos norte-americanos exercerem seu dever de cidadão. Eles vão às urnas para decidir quem será o próximo a governar a grande potência que, diga-se de passagem, esta mergulhada no caos.
Os americanos não poderiam imaginar as proporções alcançadas pela crise econômica, como também, não imaginariam a dimensão tomada por essa eleição presidencial. É natural que tudo o que envolva essa parte do hemisfério norte assuma uma esfera global de conhecimento, tamanho é a sua influência e poder no mundo, mas essa corrida presidencial entrará para a história devida algumas particularidades.
A maioria das peculiaridades concentra-se no candidato democrata, e preferido do mundo, Barack Hussein Obama. É a primeira vez na história das eleições americanas que um candidato negro, com descendência muçulmana, conquista o gosto popular passando de cabeça erguida por esses 22 meses do complexo sistema eleitoral americano, chegando à decisão final.
Esse cenário permite-nos tirar algumas conclusões: o carisma de Obama fez ressurgir uma américa menos racista, digo menos e não isenta porque ainda restam vertentes discriminatórias que podem prejudicar Obama na última hora; observamos também a esperança e a vontade do povo americano de mudança, depois de oito anos de governo Bush, o norte americano tem memória e lembra-se do quão vergonhoso e desrespeitoso foi esse mandato, e, por último, Obama já entrou para a história.
Se dependesse do mundo Obama já estaria eleito. E temos todo o direito de opinar, principalmente agora que a grande nação está enferma contaminando o mundo todo, temos que saber que embora os EUA seja uma grande nação, com grande prestígio e status no cenário mundial, o país não conquistou essa posição sozinho e não a sustenta isoladamente. Os demais países do mundo ajudaram nessa ascensão, mesmo que alguns tenham se posicionando como nações exploradas.
Cabe a nós gritar e torcer, porque infelizmente não podemos votar, para que seja eleito corretamente o homem que conduzirá a sociedade de consumo como um todo e não só a sociedade americana, e as relações mundiais de poder e influência, e não só os interesses norte-americanos. Que seja eleito um homem de visão global, porque é isso que uma nação global precisa.
Mayara Benatti
Amanhã é a vez dos norte-americanos exercerem seu dever de cidadão. Eles vão às urnas para decidir quem será o próximo a governar a grande potência que, diga-se de passagem, esta mergulhada no caos.
Os americanos não poderiam imaginar as proporções alcançadas pela crise econômica, como também, não imaginariam a dimensão tomada por essa eleição presidencial. É natural que tudo o que envolva essa parte do hemisfério norte assuma uma esfera global de conhecimento, tamanho é a sua influência e poder no mundo, mas essa corrida presidencial entrará para a história devida algumas particularidades.
A maioria das peculiaridades concentra-se no candidato democrata, e preferido do mundo, Barack Hussein Obama. É a primeira vez na história das eleições americanas que um candidato negro, com descendência muçulmana, conquista o gosto popular passando de cabeça erguida por esses 22 meses do complexo sistema eleitoral americano, chegando à decisão final.
Esse cenário permite-nos tirar algumas conclusões: o carisma de Obama fez ressurgir uma américa menos racista, digo menos e não isenta porque ainda restam vertentes discriminatórias que podem prejudicar Obama na última hora; observamos também a esperança e a vontade do povo americano de mudança, depois de oito anos de governo Bush, o norte americano tem memória e lembra-se do quão vergonhoso e desrespeitoso foi esse mandato, e, por último, Obama já entrou para a história.
Se dependesse do mundo Obama já estaria eleito. E temos todo o direito de opinar, principalmente agora que a grande nação está enferma contaminando o mundo todo, temos que saber que embora os EUA seja uma grande nação, com grande prestígio e status no cenário mundial, o país não conquistou essa posição sozinho e não a sustenta isoladamente. Os demais países do mundo ajudaram nessa ascensão, mesmo que alguns tenham se posicionando como nações exploradas.
Cabe a nós gritar e torcer, porque infelizmente não podemos votar, para que seja eleito corretamente o homem que conduzirá a sociedade de consumo como um todo e não só a sociedade americana, e as relações mundiais de poder e influência, e não só os interesses norte-americanos. Que seja eleito um homem de visão global, porque é isso que uma nação global precisa.
Imagem do dia

“Inacreditável”
"- Acho que é um dia emocionante, especial, onde muitas coisas aconteceram de uma vez, onde a gente tinha chances de vencer. As coisas mudaram a nosso favor, e na última curva, totalmente contra. É inacreditável, mas isso é esporte. Vencer a corrida, que era o máximo que poderíamos ter feito e vencer o Mundial de Construtores... Temos de comemorar. Deus sabe o que faz. Temos que agradecer a todos da Ferrari e os que estavam aqui presentes. Posso dizer que sou um cara orgulhoso por tudo o que aconteceu até aqui na minha carreira".(Felipe Massa)
Com apenas um ponto de vantagem para o rival, o inglês calou Interlagos. Calou apenas por alguns instantes, porque o silêncio logo deu lugar às vaias. (globoesporte.globo.com)
Foto: globoesporte.globo.com
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