

Última Parada PUC-Rio
Thiago F. Abreu
Rio De Janeiro. A Brazuca promoveu, ontem na UFF e hoje na PUC Rio, a pré-estréia do filme Última Parada 174 de Bruno Barreto. A exibição foi seguida de um debate com o diretor e os atores.
O vôo da criação é um vôo cego, iniciou Bruno. Disse que não se engessou com a experiência como muitos cineastas, porque se arriscou com atores semiprofissionais, fazendo com que todos participassem das oficinas para não haver a distorção entre atores que atuam e atores que incorporam os personagens. 18º filme de sua carreira foi o que levou mais tempo para fazer principalmente por causa do dinheiro. Optou, ainda, por atores pouco conhecidos, porque, segundo ele, o uso de atores com vida privada pública é um grande problema. “Quando assisto aos filmes com a Angelina ou o Brad, levo quarenta minutos para esquecer a vida privada deles”.
O longa é baseado no documentário 174 do Padilha. Porém, seu desejo foi produzir algo que falasse da condição humana sem a espetacularização da violência. - “Quero fazer uma tragédia moderna com base na tragédia clássica”. É sobre uma mãe que perde um filho e um filho que perde a mãe, inferiu. Não quis fazer uma ficção presa à realidade do documentário para tornar a própria realidade algo verossímil.
- “Temos necessidade de ouvir uma história”, afirmou.
Marcello, o Alessandro no filme, mora no Vidigal e integra o grupo Nós do morro. Confessou que foi difícil criar uma identidade com o personagem, porque entrou muito depois no filme. Apesar de passar mal em cenas não porque não conseguia fazê-las, mas porque incorporou o personagem fortemente, disse que gostava de conferir todas as cenas para avaliar e até corrigir o resultado. Para ele foi empolgante e prazeroso pela oportunidade – “Para ter um resultado positivo temos que estar por inteiro”. Desabafou, ainda, sobre a dificuldade em conseguir emprego por ser de comunidade, porque as pessoas olham com outros olhos, com preconceito. Porém, ele acredita que isso seja um fator positivo, porque aumenta a garra em conseguir as coisas.
Michel, o Sandro no filme, chegou quarenta minutos atrasado e falou pouco. Respondendo que ficou constrangido em ficar nu no filme,usou do bom humor: - “Depois com o tempo fui acostumando. Não fiquei bonito?”.
Bruno Barreto encerrou o debate respondendo a uma pergunta sobre a indicação ao Oscar. - “Adoraria ganhar, mas não faço filme pensando nisso, porque não dá certo!”.
O vôo da criação é um vôo cego, iniciou Bruno. Disse que não se engessou com a experiência como muitos cineastas, porque se arriscou com atores semiprofissionais, fazendo com que todos participassem das oficinas para não haver a distorção entre atores que atuam e atores que incorporam os personagens. 18º filme de sua carreira foi o que levou mais tempo para fazer principalmente por causa do dinheiro. Optou, ainda, por atores pouco conhecidos, porque, segundo ele, o uso de atores com vida privada pública é um grande problema. “Quando assisto aos filmes com a Angelina ou o Brad, levo quarenta minutos para esquecer a vida privada deles”.
O longa é baseado no documentário 174 do Padilha. Porém, seu desejo foi produzir algo que falasse da condição humana sem a espetacularização da violência. - “Quero fazer uma tragédia moderna com base na tragédia clássica”. É sobre uma mãe que perde um filho e um filho que perde a mãe, inferiu. Não quis fazer uma ficção presa à realidade do documentário para tornar a própria realidade algo verossímil.
- “Temos necessidade de ouvir uma história”, afirmou.
Marcello, o Alessandro no filme, mora no Vidigal e integra o grupo Nós do morro. Confessou que foi difícil criar uma identidade com o personagem, porque entrou muito depois no filme. Apesar de passar mal em cenas não porque não conseguia fazê-las, mas porque incorporou o personagem fortemente, disse que gostava de conferir todas as cenas para avaliar e até corrigir o resultado. Para ele foi empolgante e prazeroso pela oportunidade – “Para ter um resultado positivo temos que estar por inteiro”. Desabafou, ainda, sobre a dificuldade em conseguir emprego por ser de comunidade, porque as pessoas olham com outros olhos, com preconceito. Porém, ele acredita que isso seja um fator positivo, porque aumenta a garra em conseguir as coisas.
Michel, o Sandro no filme, chegou quarenta minutos atrasado e falou pouco. Respondendo que ficou constrangido em ficar nu no filme,usou do bom humor: - “Depois com o tempo fui acostumando. Não fiquei bonito?”.
Bruno Barreto encerrou o debate respondendo a uma pergunta sobre a indicação ao Oscar. - “Adoraria ganhar, mas não faço filme pensando nisso, porque não dá certo!”.
Última Parada 174 estará em cartaz a partir do dia 24 de outubro.
Foto: Mayara Bennati
3 comentários:
Eu espero que um dia palestras como essa, sobre filmes como esse, também passem nos lugares da onde saem os protagonistas dessas história. =]
foda! parabens, amei!
beijo xenti!
Só acho uma pena que os filmes brasileiros produzidos hoje em dia, tenham como herói bandidos.
Adoro projetos de ONGs em comunidades e acho a salvação das pessoas que lá residem,mas acho péssima a idéia de gastar dinheiro pra eternizar pessoas como o Sandro ou um Jonhny na vida.
Thi, adorei a post e adoro ver como vc tem evoluído na escrita.
Parabéns a vc e aos demais Focas.
Beijos,
Bia Alves.
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